Você responde perguntas sobre segurança, economia, saúde, educação e meio ambiente, dizendo o que você pensa. Não aparece de quem é cada proposta. No fim, o site mostra quais planos mais combinam com as suas respostas, com a página exata em que cada um diz aquilo.
Duas regras do questionário
- Você não vê de quem é cada proposta enquanto responde. Isso é de propósito. A resposta precisa ser sua, e não a do candidato que você já prefere.
- As perguntas saem do que os planos dizem, não de assuntos escolhidos por nós. Se está escrito num plano, pode virar pergunta.
O resultado não diz em quem votar
Combinar com um plano no papel não quer dizer que ele vá sair do papel. Não há como garantir que quem for eleito cumpra o que escreveu. Quem olha se o texto se sustenta, se combina com o que a pessoa fez quando teve cargo e se as contas fecham são as outras seções.
Você pode combinar muito com um plano e mesmo assim não votar nele, pelo motivo que for. Pode também não combinar bem com nenhum. Isso também é uma resposta, não um defeito do teste.
Suas respostas não saem do seu aparelho
A conta é feita dentro do seu próprio celular ou computador. Nada é enviado para fora, nada fica guardado em nenhum servidor, e não temos como saber o que você respondeu. As respostas ficam guardadas no seu próprio aparelho, para você não perder o que já preencheu se sair no meio, e existe um botão para apagar tudo e recomeçar quando quiser. Elas são descartadas sozinhas depois de 30 dias.
Este site faz duas coisas:
- Analisa os planos de governo dos candidatos à Presidência da República do Brasil na eleição de 2026. Esses planos são documentos públicos, entregues ao TSE por cada candidatura. Nós lemos cada um, conferimos os números e as afirmações que dá para checar, e damos uma nota.
- Oferece um questionário que mostra quais planos mais combinam com o que você pensa, mesmo que você já tenha um candidato escolhido.
Analisamos os 13 planos entregues ao TSE. Doze candidaturas foram aprovadas e disputaram o 1º turno. A de Pablo Marçal teve o registro negado, e a ficha dele explica o motivo. Todo número que aparece no site tem a fonte indicada, para você conferir.
Este site não tem ligação com nenhum candidato, partido ou corrente política. Ninguém paga por ele, e nenhuma campanha aprovou ou revisou o que está aqui. É um projeto pessoal, feito por conta própria, sem ligação com campanha, partido ou jornal.
Não dizemos em quem votar. Quem já escolheu pode usar o site para saber o que o seu candidato promete. Quem ainda não escolheu pode usar para conhecer o que cada um propõe.
O que a nota mede é como o plano foi escrito: se os números batem, se combina com o que a pessoa fez quando teve cargo, se tem meta e prazo, e se diz de onde vem o dinheiro. A nota não diz se as ideias são boas ou ruins.
RESULTADO PARCIAL. A ordem pode mudar quando os planos que faltam forem analisados.
Nota de 0 a 10, somando os quatro eixos. Mede como o plano foi escrito, não se as propostas dele são boas.
Cada eixo tem um peso na nota final. Se para você um deles importa mais que os outros, mude o peso e a lista se reorganiza na hora. Isso não muda a análise, só a maneira de somar as partes.
Ao mexer num peso, os outros se ajustam sozinhos para fechar 100%. Desmarque a caixa para tirar um item da conta. Dá para deixar só um, e aí a nota passa a ser a dele.
Os 13 candidatos, com o plano de governo de cada um do jeito que foi entregue ao TSE. Baixe e leia: é a fonte de tudo que está neste site.
Quando o plano já foi analisado, a nota aparece ao lado do nome. Ela vai de 0 a 10 e mede como o plano foi escrito, não se as propostas dele são boas. Os detalhes de cada nota estão na seção 3.
Abaixo de cada nome estão quatro dados do registro oficial no TSE: o que a pessoa declarou ter em bens, quantas eleições já disputou para qualquer cargo, não só a Presidência, por quantos partidos, e se tem processo pedindo a cassação da candidatura. Pegamos os quatro do mesmo jeito para os 13, que é o que permite comparar. Nenhum deles entra na nota do plano: ter muito ou pouco patrimônio não é qualidade nem defeito, e trocar de partido é permitido por lei. Estão aqui porque são públicos e ajudam a conhecer quem assina cada proposta.
Notas iguais: fica na frente quem vai melhor na dimensão de maior peso — a veracidade factual (), ou a aderência ao histórico () nos planos de rubrica adaptada.
Este site analisa planos de governo, e a decisão do voto é sua. Mas há uma dúvida que aparece toda eleição e quase nunca vem com a lei do lado: o que cada tipo de voto faz, na prática. Aqui estão as quatro formas, com o que a legislação diz sobre cada uma.
Voto intencional representatividade
Você escolhe alguém porque concorda com o que a pessoa propõe.
É o voto que este site tenta ajudar a formar: ler o plano, ver se os números se sustentam, conferir se o que a pessoa promete combina com o que ela fez quando teve poder.
Conta como voto válido e vai para o candidato escolhido.
Voto útil o menos pior
Você escolhe alguém que não é sua primeira opção, para evitar que outro ganhe.
É cálculo, não preferência: em vez de votar em quem você mais gosta, vota em quem tem chance real de derrotar quem você mais rejeita. Costuma aparecer quando a disputa está apertada entre dois nomes.
Conta como voto válido e vai para o candidato escolhido. Do ponto de vista da apuração, é idêntico ao voto intencional: a urna não sabe a sua razão.
Voto em branco tanto faz
Você comparece, vota, e não escolhe ninguém.
Na urna há uma tecla “Branco”: aperta e confirma. É um toque, e o caminho mais simples de não escolher.
Não conta como voto válido. A Constituição, no art. 77, §2º, manda apurar a maioria absoluta “não computados os em branco e os nulos”. O voto em branco não é distribuído entre os candidatos e não ajuda quem está na frente: ele sai da conta.
Voto nulo nenhum me representa
Você comparece, vota, e anula de propósito.
Não há tecla para isso. É preciso digitar um número que não pertence a nenhum candidato e confirmar, passando pelo aviso da urna. Dá mais trabalho que votar em branco, e é por isso que costuma expressar rejeição mais deliberada.
Não conta como voto válido, pelo mesmo art. 77, §2º. Aritmeticamente tem o efeito do branco: sai da conta que define o vencedor.
A base legal, e o que ela não diz
Os dois dispositivos que governam isso:
- Constituição Federal, art. 77, §2º — “Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos”. ler no Planalto
- Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), art. 211 — repete a regra para a apuração presidencial: maioria absoluta “excluídos, para a apuração desta, os em branco e os nulos”. ler no Planalto
⚠️ O que a lei NÃO diz, e circula todo ano: não existe dispositivo que anule a eleição, convoque nova votação ou impeça a posse quando os votos brancos e nulos passam de 50%. Essa ideia costuma ser atribuída ao art. 224 do Código Eleitoral, que trata de outra coisa: ele fala em nulidade declarada pela Justiça Eleitoral — votos anulados por fraude, coação ou irregularidade apurada em processo —, e não do eleitor que escolhe anular o próprio voto. São palavras parecidas para situações diferentes.
Vale registrar o que decorre disso: branco e nulo não são a mesma coisa que abstenção. Quem vota em branco ou nulo compareceu e está quite com a Justiça Eleitoral; quem não comparece precisa justificar ou pagar multa, pelo art. 14, §1º, I da Constituição, que torna o voto obrigatório para maiores de 18 anos.
Aritmeticamente, branco e nulo têm o mesmo efeito: saem do denominador. O que os separa é o esforço que cada um exige. O branco tem tecla própria e resolve num toque; o nulo obriga a inventar um número inválido e confirmar contra o aviso da urna. Quem anula trabalha mais para anular, e é razoável ler esse esforço como rejeição mais deliberada. ⚠️ Mas a apuração não registra intenção: o boletim publica os dois separadamente e não diz por que cada pessoa votou assim. Este site não recomenda nenhuma das quatro formas — mostra o que cada uma faz, para a escolha ser informada.
Não basta dizer que a análise é imparcial. Ela é feita do mesmo jeito para todos: as mesmas perguntas, o mesmo modo de escolher o que checar e a mesma régua de notas. Por isso o caminho está todo explicado aqui embaixo. Quem discordar de uma nota pode refazer o percurso e mostrar onde ele errou.
Como o questionário é montado
As perguntas não são escolhidas por nós: saem do que os planos de fato propõem. Cada plano foi lido inteiro e suas propostas catalogadas com citação e página. Onde os planos divergem, nasce uma pergunta, e cada resposta possível é a posição que algum plano defende.
Por isso não há alternativa inventada por nós. Se você não se identifica com nenhuma, existe a opção nenhuma destas, e aquela pergunta simplesmente não conta.
A ordem das perguntas combina duas coisas: o quanto os planos divergem naquele assunto e o quanto ele é apontado como problema do país em pesquisa de opinião. Assunto em que todos concordam separa pouco, e vem depois.
A conta usa só as perguntas que cada plano trata. Um plano que não fala de um assunto não é penalizado por isso, mas também não ganha ponto: aquela pergunta sai da conta dele. Por isso cada plano tem um denominador próprio, e o resultado mostra os dois números. Plano medido em pouquíssimas perguntas aparece separado, porque um percentual sobre três respostas não se compara a um sobre oitenta.
No fim, cada plano do resultado vem com o que ele diz e em que página, para você conferir no documento original.
Quem faz, e com quê
A pesquisa e a escrita são feitas com ajuda de inteligência artificial: o Claude, da Anthropic, modelo Opus 5. Ele separa as frases que dá para checar, procura as fontes, refaz as contas e escreve os textos.
O que a inteligência artificial não decide sozinha: qual nota cada frase recebe. A pesquisa levanta o dado e mostra onde ele está. Escolher entre "Falsa" e "Enganosa", ou entre "Confirmada" e "Quase certa", é decisão de quem assina a análise, tomada com a fonte aberta ao lado.
A diferença entre um rótulo e o outro costuma ser fina, e é justamente aí que a conferência pesa. Um número pode estar certo e mesmo assim enganar, se o ano escolhido esconde o que veio depois. Uma frase pode parecer falsa até se ler o parágrafo inteiro e descobrir que ela dizia outra coisa. E uma data errada não transforma um dado correto em mentira. Essa conferência muda o resultado com frequência, inclusive para melhor, a favor do candidato, e quando isso acontece está escrito na própria página.
Os quatro eixos que damos nota
- Afirmações batem (). Das frases que dá para conferir, quantas realmente batem com a fonte original.
- Reflete o seu passado (). A proposta combina com o que a pessoa já fez quando teve poder de decidir: num cargo público, num partido ou à frente de uma empresa.
- Diz como vai fazer (). Explica quanto, até quando e de que maneira, em vez de ficar só na intenção. A diferença entre "vamos melhorar a saúde" e "vamos construir 500 postos até 2028".
- Viável financeiramente (). Mostra de onde sai o dinheiro e reconhece se precisa mudar a Constituição ou aprovar uma lei antes.
As notas de cada eixo
Cada eixo tem a sua régua. O primeiro classifica frases: cada afirmação do plano que dá para conferir recebe uma das seis notas abaixo. Os outros três classificam propostas. São essas classificações que aparecem nos gráficos ao lado de cada nota no ranking, e são elas que você pode filtrar dentro de cada página.
Afirmações batem
"Enganosa" é a nota mais importante do site. Em 211 frases conferidas, só 6 são falsas, mas 53 são enganosas. Ou seja: quase ninguém mente com todas as letras. O que acontece é usar um dado verdadeiro de um jeito que engana. Quem só perguntasse "é verdade ou mentira?" deixaria passar nove de cada dez problemas que achamos.
Os truques mais comuns: escolher o ano em que o número era melhor e parar ali; dizer "o maior da história" contando só uns poucos anos para trás; levar o crédito por algo que outra pessoa fez; contar o começo da história e esconder o fim; pôr a culpa em quem não tinha o poder de decidir; e trocar a medida no meio da conta.
Reflete o seu passado
Aqui a nota é calculada a partir dos itens, com o peso de cada classificação escrito ao lado. Compara o que o plano promete com o que a pessoa fez quando teve o cargo.
Diz como vai fazer
Olha se a proposta traz meta, prazo, instrumento e forma de medir. Aqui a nota é julgada para o item inteiro, e a classificação descreve cada proposta examinada, sem peso individual.
Viável financeiramente
Olha se o plano diz quanto custa, de onde vem o dinheiro e o que depende de mudar a Constituição ou aprovar lei. Também é julgada para o item inteiro.
Por que só dois eixos têm peso ao lado da classificação. Em "afirmações batem" e "reflete o seu passado", a nota sai da soma do que cada item vale. Nos outros dois ela é um julgamento do documento como um todo, e a classificação existe para você ver a composição e ir direto ao que quiser conferir, não para reconstruir a conta.
Como refazer por conta própria
- Os planos estão na seção 4, para baixar. É a mesma fonte que usamos.
- Escolhemos sempre as frases com números e as mais importantes do argumento, nunca as mais polêmicas. Essa regra evita ir atrás só das frases que já parecem frágeis.
- Toda frase precisa ter a data do dado e a fonte à mostra. Quando a fonte é um jornal, dizemos de que lado ele costuma estar e conferimos o mesmo dado no documento original ou num jornal de lado oposto.
- Sem fonte concreta, a frase fica como "sem como conferir", nunca como confirmada. A única exceção é a conta que se faz no próprio texto, como uma subtração de datas: aí não há link a indicar, e a página avisa que a prova está pendente.
Limitações, declaradas
- Não avaliamos se as propostas são boas. E não dizemos em quem votar.
- A conferência é feita com ajuda de inteligência artificial. Antes de tomar qualquer decisão com base no que está aqui, confira você mesmo nas fontes indicadas.
- Desde 4 de julho de 2026, sites do governo pararam de publicar notícias e dados por causa das regras eleitorais. Isso atrapalhou parte da pesquisa, e está avisado em cada análise.
- Os planos são muito diferentes entre si: um tinha 45 frases para conferir, outro tinha 3, e um não tinha nenhuma. Quando isso acontece, o site avisa.
Correções são publicadas aqui, com data e o que mudou. Nada é apagado em silêncio. Entra aqui o que muda o que você leria como conclusão: um veredito, uma nota, um número ou a fonte indicada para conferir.
- 07/09/2026 — Entre 4 e 7 de setembro, 20 afirmações (18 do plano de Romeu Zema e 2 do de Flávio Bolsonaro) exibiam a citação, a página e o link pertencentes a outra afirmação da mesma lista. Nenhum veredito e nenhuma nota mudaram; o que estava errado era a fonte oferecida para conferência. Corrigido em 7 de setembro.
| Candidato | Votos | % |
|---|
Estes números são do TSE e não entram na nota dos planos. A nota mede como cada plano foi escrito, não quantos votos o candidato teve.